Fogo dócil ED181390

Fogo dócil

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FORMATO 14X21 | 108 PÁGINAS | LIVRO EM PRÉ-VENDA, COM ENVIO PREVISTO PARA 3 DE AGOSTO

Neste livro, o eu-lírico assume o arquétipo do trickster que permanece, majoritariamente, numa obsessão pelo fogo e seu domínio. Tal personificação, mediante as suas trapaças, corroboram para que ele dê o aval ao poeta para ser espontâneo e engenhoso, não necessariamente fazendo jus a versificar o que sente. Isto se evidencia pelo fato de que seus versos abusam do universo poético, na tentativa de trocar seus falsos sentimentos por palavras que lhe convém; de se insatisfazer a imperfeição de nunca alcançar, por meio das palavras, aquilo que genuinamente sente.

Ao procurar Prometeu, tal arquétipo prende-se aos próprios versos e é condenado a padecer eternamente, espalhando pelas páginas seu vulto, por vezes, incompreendido.

Prontamente, o fogo abaliza uma tecnologia pautada em duas coerências: invento e destruição. A primeira se encontra no deleite em abraçar e assediar as palavras que recorrem ao poeta, em busca de devorarem-no para acalentar a sua inquietude.

Já a segunda, ratifica-se pelo fato de que a chama é sedenta, insatisfeita e, portanto, ela apaga seu inventor. De tempo em tempo, de verso em verso, eles difundem a ideia de que a esperança nasce do amor entre os dois.

O fogo representa seus versos, por isso fazê-los é um ato de esperança. O mesmo, por fim, jamais será dócil.

Apesar disso, a esperança ilude o poeta e esse, que se julga um enganador, no final das contas, traz a consequência desmedida de trapacear para consigo mesmo.



ALAN ALCÂNTARA


Alan Alcântara, poeta, psicólogo e ilustrador brasileiro, nasceu em 1993, em Juiz de Fora. Graduou-se em licenciatura e bacharelado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora.

Seus versos, que procuram tomar uma forma, demarcam um esforço que, em síntese, podem ser ponderados como enciclopédicos, no sentido de abranger múltiplos domínios do conhecimento humano. Diante disto, é possível que haja nos versos ocorrências oscilatórias e pendulares, que, por sua vez, ocorrem quando os conteúdos que abrangem as diversas sabedorias deparam-se consigo mesmos, relutam-se e opõem-se para que, tentem acentuar suas próprias forças. Desta forma, ao invés de mesclarem-se com a personificação dos moldes subjetivos do eu-lírico, ainda que ambos tenham a mesma genealogia, de modo a elucidar o duelo entre a invenção e o inventivo.

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